COMPAIXÃO – A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram
Compaixão e gratidão são essencialmente virtudes da alma. Elas aparecem na consciência apenas quando a alma toma parte na vida ativa. O vital e o físico a experimentam como fraquezas, pois essas virtudes inibem a livre expressão de seus impulsos, que são baseados na força.
Como sempre, a mente, quando insuficientemente educada, é cúmplice do ser vital e escrava da natureza física, cujas leis ela não entende completamente. Quando a mente desperta para a consciência dos primeiros movimentos da alma, ela os distorce em sua ignorância e transforma compaixão em piedade ou no máximo caridade, e gratidão no desejo de retribuir, seguido aos poucos pela capacidade de reconhecer e admirar.
Apenas quando a alma é todo-poderosa no ser é que a compaixão por todos que precisam de ajuda, em qualquer campo, em qualquer forma, se expressa em sua pureza luminosa e original, sem misturar a compaixão com qualquer traço de condescendência ou gratidão com algum sentido de inferioridade.

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